Espiritualidade Autêntica

24 de fevereiro de 2010

A placa no aeroporto de Chiang Mai na Tailândia chamou minha atenção:

“Cuidado! A importação de itens falsificados é considerada crime em vários países europeus.” Fiquei imaginando pessoas descartando seus “Ray Bans” de R$10,00, camisas Lacoste de R$15,00, bolsas Louis Vuitton de R$17,00. Nada!

Algumas possibilidades:

1. Ninguém carregava itens falsificados. A placa era desnecessária.

2. Ninguém que carregava itens falsificados ia para país europeu.

3. Ninguém estava nem aí para a placa.

Tenho uma opinião, mas prefiro me reservar ao direito de ficar calado… 

A Bíblia também tem vários avisos importantes, falsificação da espiritualidade ou, na linguagem apostólica, “piedade” é reprovável; é, por assim dizer, criminosa, “afaste-se deles!”, diz Paulo. Jesus vociferou contra os religiosos falsificados, disse que eram sepulcros pintados por fora, mas que traziam em seu interior “corpos fétidos em decomposição”. 

O que é  espiritualidade autêntica? A resposta não é encontrada em compêndios teológicos, em verbetes de dicionários lexicográficos, a resposta não é uma coisa, a resposta é uma Pessoa: Jesus Cristo. Quer saber o que é espiritualidade autêntica? Olhe para Jesus. Veja como Ele tratava as pessoas à sua volta, como se relacionava com o meio em que estava inserido, era um influenciador e não um influenciável. No monte da transfiguração até suas vestes brilharam, era um transformador! 

Se quisermos viver uma espiritualidade autêntica Jesus é nosso modelo máximo, Ele é a definição e a expressão na realidade objetiva do que é ser espiritual.

Já pensou no que aconteceria se na porta de nossas igrejas colocássemos uma placa com os dizeres: “Cuidado! A falsificação da espiritualidade é considerada crime nesta igreja”. 

Três possibilidades:

1. Ninguém falsifica espiritualidade, placa desnecessária.

2. Ninguém que falsifique a espiritualidade freqüenta igreja.

3. Ninguém está nem aí com a placa.

Tenho uma opinião, mas prefiro me reservar ao direito de ficar calado…

Leandro Tarrataca

2009 foi um ano difícil….

28 de dezembro de 2009

Um amigo me disse: “2009 foi um ano difícil.” Concordei com ele, na verdade não consegui me lembrar de nenhum ano que não tenha sido repleto de lutas e desafios. Algumas vezes desafios na área da saúde, outras vezes desafios econômicos, outras familiar. Em alguns anos, o pacote completo: desafio em todas as áreas ao mesmo tempo!

Aprendi que um ano difícil pode muitas vezes vir a ser o melhor ano de sua vida, desde que você sobreviva, é claro. A boa notícia é que 2009 se foi e sobrevivemos!

Uma coisa é certa, os desafios de cada ano trazem em si uma dádiva, um presente, uma bênção. Não se assuste: 2010 trará novos desafios, trará outras dificuldades, porém oculta em cada dor, em cada luta haverá uma dádiva. Por essa razão, muito de nosso sucesso e bem estar será proporcional à capacidade de discerni-las em meio às dificuldades. Como diria o inspirado apóstolo Paulo: “Todas as coisas cooperam para o bem daqueles que amam a Deus e são chamados segundo Seu propósito.”

A dor da dificuldade, dos problemas, das angústias é uma cirurgia na alma, mas se abrirmos os olhos veremos sempre de um modo especial a bondade de Deus.

Uma de minhas citações preferidas vem do livro ‘Bendigo’ Shafter de Louis L’Amor: “Aquele que retorna a um lugar o vê com novos olhos. Embora o lugar não tenha mudado, o expectador inevitavelmente mudou. Pela primeira vez, coisas outrora invisíveis repentinamente se tornam visíveis.”

 Não, o calendário, as circunstâncias não mudarão no dia 31 de Dezembro de 2009, mas se vivermos a novidade de vida que Deus nos oferece em Cristo, repentinamente dádivas outrora invisíveis se tornaram visíveis.

Que neste 2010 você possa se surpreender com as grandes e discretas realizações divinas.

Leandro Tarrataca

“Se Eu não tivesse vindo…”

22 de dezembro de 2009

“Se Eu não tivesse vindo…”

 

Estas cinco palavras de Jesus encontram-se no quarto evangelho; Ele retorna aqui a um tema muito importante: “Conhecimento e privilégio carregam consigo responsabilidade”. O ponto era simples e contundente: enquanto Jesus não tinha se encarnado, se feito homem, as pessoas não conheciam plenamente a Deus. Não sabiam com certeza absoluta como seria o tipo de vida que Deus deseja dos homens. Antes da vinda de Jesus, os homens poderiam sinceramente esconder-se atrás de sua ignorância.

 

Mas, e se Ele não tivesse vindo?

O último livro da bíblia seria Malaquias e a última palavra seria ‘maldição’.

Se Ele não tivesse vindo, o Salmo 23 seria apenas uma bela poesia, mas longe de nossa realidade pois não conheceríamos o Pastor.

Se Ele não tivesse vindo, o Servo Sofredor do capítulo 53 de Isaías seria uma figura misteriosa como fora para o eunuco Etíope.

 

Se Ele não tivesse vindo…

Não teríamos Novo Testamento

Não teríamos Seus milagres

O paralítico de Cafarnaum morreria sobre seu leito.

O enfermo do tanque de Betesda que sofrera por 38 anos agonizaria até o fim de seus dias.

Os dez leprosos seriam devorados por sua lepra até a sepultura.

O cego de Jericó continuaria sendo um pedinte em densas trevas.

A viúva de Naim, em lágrimas, sepultaria seu filho.

Marta e Maria continuariam a lamentar a morte de Lázaro porque não aconteceria nenhuma ressurreição.

A tempestade chegaria no limite de sua fúria porque não haveria Mestre para dizer: Aquieta-te, acalma-te!

O jovenzinho com cinco pães e poucos peixes nunca aprenderia como pequenas coisas são grandes nas mãos de Deus.

 

Se Ele não tivesse vindo… Não haveria a história de Belém, sábios do Oriente, não haveria Natal….não haveria esperança porque ninguém poderia nos falar de nossa doença chamada pecado, de sua cura chamada perdão e do poder que Cristo nos oferece para vivermos à altura do privilégio de conhecermos que Ele veio.  

 

Feliz Natal!

Gratidão

12 de novembro de 2009

Você já parou para pensar como gratidão depende da aprovação das pessoas? Por exemplo, você doa uma cesta básica pensando que está fazendo uma gentileza, a pessoa interpreta aquilo como uma humilhação e se sente ofendida. Você dá um presente, não é o que a pessoa esperava e já começa a ingratidão.

Gratidão vem do latim gratus e carrega a idéia de agradável. Portanto, para que haja gratidão é preciso que alguém esteja satisfeito, agradado. É a reação da pessoa diante de outra que fez algo em seu favor, que fez alguma diferença para melhorar sua vida.

Talvez por isso uma tradição judaica afirme que Deus deveria ser agradecido cem vezes por dia. Realmente Deus tem nos agradado e muito! Considere:

A misericórdia de Deus. Se você já fez uma grande bobagem na vida e não foi atingido por um raio, lembre-se: é misericórdia de Deus.

A pessoa de Jesus. Jamais entenderíamos quem é Deus sem o milagre da encarnação de Jesus.

O livramento do pecado. Todos lutamos contra o pecado, outros com vícios pessoais; nosso livramento vem de Deus.

A presença de Deus. Como dizia o sábio Wesley: “E o melhor é que Deus está sempre conosco.”

A provisão divina. Se temos o que comer e vestir, isso vem de Deus.

As boas dádivas. Qualquer coisa boa que você possa pensar é uma dádiva de Deus.

Mas, algumas vezes não nos sentimos agradados, como a história de um turista que visitou uma região de águas termais no México.

Encantado com o fato de que as águas quentes e frias existissem lado a lado, ficou observando enquanto muitas mulheres lavavam as roupas na água quente e as enxaguavam na água fria. O turista exclamou entusiasmado ao seu guia turístico: “Elas devem achar Deus muito generoso com essa provisão!” O guia respondeu: “Não senhor, na verdade há muita reclamação porque Deus não fornece sabão.”

            Que tal agradecer a Deus agora?

Hoje é o dia de celebrar a Reforma Protestante!

31 de outubro de 2009

A Paz que podemos construir

20 de outubro de 2009

           Barricadas nas ruas de Porto Príncipe, carro bomba explode em Bagdá, conflitos intermináveis na Faixa de Gaza. Ao contrário do que pensam alguns o Brasil não é o “jardim do édem”, tão pouco o guardião da paz. 

 

            Há um crescimento endêmico de violência que tem culminado na deterioração de nossa sociedade. Esta síndrome de pânico nos cerceia de tal maneira que trancados, atrás de nossas barras de ferro, limitados por cercas elétricas, por senhas de monitoramento eletrônico nos sentimos reféns. Não para menos, os assaltos, seqüestros, assassinatos, a violência esta por toda parte. Tornamo-nos espectadores desta condição insalubre que vitimiza a todos, crianças, idosos, ricos e pobres. Como se não bastasse este estado de sítio, a violência doméstica em suas múltiplas versões como violência física, sexual, psicológica ou incúria também faz parte de uma triste realidade.

          No caso da violência psicológica ou emocional, em alguns casos pode até ser mais prejudicial que a física. Rejeição, depreciação, discriminação, humilhação, desrespeito são elementos presentes neste tipo de agressão. Trata-se de uma violência que não deixa marcas físicas visíveis, mas emocionalmente abre feridas permanentes. Alguns agressores verbais disparam contra membros da família, nos momentos mais constrangedores. A violência que se traduz em palavras -como tiros não mais retornam-,    e na realidade, nesta categoria muitos passam de espectadores a coadjuvantes.

            Recentemente li um artigo sobre as Ilhas Salomão no centro oeste da Oceania. Em algumas pequenas vilas eles têm uma estranha crença, se uma árvore é muito grossa para ser derrubada com um machado, eles gritam com ela durante trinta dias, acreditam que depois deste período de exposição aos gritos a árvore morre e cai. Estes inocentes supersticiosos nativos que não desfrutam de nossa tecnologia… Nenhum de nós gritaria com as árvores, não… Nossa prática é outra, gritamos com o cônjuge, gritamos ao telefone, gritamos com nossos filhos. Alguns serrando o punho gritam até com Deus, gritamos com o motorista do outro carro. Nós educados, civilizados, não derrubamos árvores com nossos gritos, preferimos uma outra modalidade.

Sabemos que tiros, pedras, quebram nossos ossos, ferem nosso corpo, mas nossos gritos quebram e ferem o coração.  Talvez não possamos fazer muito pela paz no mundo, ou mesmo no Brasil, mas podemos começar com a paz a partir de nós mesmos. Afinal de contas esta é única parte do mundo sobre qual podemos efetivamente decidir como será.

            Nas Palavras do Apóstolo Paulo em sua carta aos Romanos no capítulo 12,

            E não sede conformados com este mundo, mas sede transformados pela renovação do vosso entendimento, para que experimenteis qual seja a boa, agradável, e perfeita vontade de Deus.” 

Parte II - As Sete leis da Semeadura

2 de outubro de 2009

No livro de Ester encontramos sete leis de plantio ou de semeadura espiritual que se bem aprendidas podem nos capacitar a abençoar nossas casas, bairros e até nosso país.

Aqui vão as leis:

Lei número 1. Só se colhe o que se planta.

Ester empenhou-se por ser rainha: Ester 4:14 c “Quem sabe se para tal conjuntura como esta é que foste elevada a rainha?”

Esta foi a pergunta de Mordecai a Ester quando ela demonstrou dúvida se deveria arriscar o próprio pescoço para salvar seu povo. A pergunta de Mordecai aponta para o fato de que ela teve um ano de preparo no “concurso miss Pérsia”, o texto nos diz que ao contrário de Daniel e seus companheiros que não comeram dos manjares do rei pagão, Ester tudo comeu. Podemos deduzir que está implícito no texto o desejo se tornar rainha, embora ela não tenha escolhido participar do “concurso”, ela tinha a escolha de simplesmente não se empenhar, seria por assim dizer apenas desclassificada. Mas, ela empenhou-se para se tornar rainha, agora deveria ser responsável pela posição adquirida. É a mesma lei para todos nós, escolhemos um casamento, plantamos isso, agora precisamos responsavelmente lidar com as lutas e desafios. Nos tornamos pais, maridos, funcionários, agora devemos agir a altura de nossa posição. Somos responsáveis por fazer diferença no mundo e nas pessoa que estão a nossa volta, seja na escola em que estudamos, ou em nosso trabalho. O ponto é: Quem sabe para esta conjuntura é que você foi colocado aonde esta?

Um exemplo muito interessante é o de  Helen Cadbury ela passou a seguir a Cristo ainda menina com apenas 12 anos de idade no ano de 1893 em Birmingham. Ela sempre carregava consigo um Novo Testamento de bolso, ela era tão consciente da importância de sua influência que em pouco tempo organizou com suas colegas de escola o que chamou de “Liga do Novo Testamento de Bolso”. Sua influência foi tão grande que a “liga” se tornou uma organização gigantesca de proporção internacional, hoje conhecida como Bridge.  É assim, colhemos o que plantamos, quando chega a hora da colheita é preciso ser responsável e agir a altura da posição em que nos encontramos, sem omissão, sem dissimulação, sem rebeldia, sem medo.

Lei número 2. Colhemos a mesma espécie que plantamos.

Se você se omitir outros se omitiram também: Est 4:14b “Tu e a casa de teu pai  perecereis”

Desde o livro do Gênesis a bíblia nos fala que cada semente produziria sua espécie. Bem, todos sabemos que se plantarmos sementes de abóboras não colheremos pepinos. A semente produz sempre segundo a sua espécie. Quando Mordecai disse a Ester “Tu e a casa de teu pai perecereis” ele estava dizendo que se ela se calasse, fosse omissa, colheria também o fruto da omissão de outros. Se ela decidisse não fazer nada, outros dariam a mesma resposta. Colhemos a mesma espécie, se plantarmos ódio, colheremos ódio, se plantarmos ciúmes, colheremos ciúmes, se plantarmos omissão, colheremos omissão.

Um vídeo-clipe muito interessante gravado em algum lugar da Índia mostra sob intensa chuva uma árvore colossal bloqueando uma estrada e atrapalhando ainda mais o já caótico transito Indiano. Todos reclamam, protestam contra a árvore, o trânsito, e em estado de contemplação apenas esperam que algo aconteça, ou que o governo faça algo. Até que inesperadamente um menino pequeno, franzino sob a forte chuva aproxima-se da árvore coloca suas pequeninas mãos no colossal tronco e começa a tentar empurrar a árvore. As pessoas ao redor olham com certo desdém a principio, alguns riem, zombam, mas o menino não desiste. Aos poucos outras crianças se juntam a ele, e então outros vão se juntando a ele até que finalmente uma multidão unida empurra e remove a árvore do caminho.

Se quisermos colher ação por parte das pessoas precisamos agir!

 

Lei número 3. Colhemos numa estação diferente daquela que plantamos.

Mordecai praticou o bem a uma criança colheu o grande benefício de uma rainha adulta.  

Mordecai quando plantava atos de bondade e zelo para com a órfã Ester não imaginava que um dia ela seria a rainha que livraria ele e todo o seu povo do extermínio. Mas, tudo isso levou tempo, na verdade levou anos!

Paciência é uma virtude que temos que aprender em nossos dias, quer desejemos ou não. Uma pesquisa mostrou que o paulistano perde por dia no transito 02h40min. Praticamente um mês da sua vida por ano fica no transito de São Paulo. Querendo ou não é preciso esperar pacientemente o escoamento do trafego. Por outro lado, quando chega no campo do plantio das virtudes plantamos pela manhã e queremos colher no fim do dia. Fazemos uma gentileza para alguém e esperamos uma resposta imediata. Absurdo! Nenhum fazendeiro planta pela manha e quer colher a tarde, paciência, plante agora para colher depois, para colher em outra estação.

Lei número 4. Colhemos mais do que plantamos.

Mordecai é marcado por sua bondade, fidelidade a Deus e a seu governante, no final do livro lemos que ele colheu muito mais do que plantou, o texto fala a respeito de um relatório da grandeza. O que quer plantemos sempre colheremos mais do que plantamos, seja para o bem ou para o mal. Discernir o que plantaremos é realmente importante. Pense,

um grão de milho, que pesa aproximadamente 0,3g, em poucos meses gera uma planta adulta, que produz de quinhentos a mil grãos. O que você quer plantar no dia a dia? Cuidado, lembre-se que você colherá muito mais do que plantou.

5. Lei número 5. Colhemos proporcionalmente ao que plantamos.

Se um grão de milho produz de quinhentos a mil grão, quer dizer que quanto mais plantar mais colherei! Se plantar uma semente de bondade, de gentileza, de carinho colherei proporcionalmente, neste campo se a semente for boa quanto mais melhor!

 

6. Lei 6. Colheremos o que é bom se perseverarmos, aquilo que é mau cresce sem nosso esforço.

Mordecai era um homem perseverante e não desistiu de conseguir uma solução para um sério problema, mas o mal nasceu sem esforço algum: O rei tirou o seu anel, deu-o a Hamã, adversário dos Judeus, seria o equivalente em nossos dias de dar um cheque em branco. Seja como for, parecia que para o mal tudo era mais fácil, mais rápido, mais eficiente. Mas, esta é a lei da semeadura, você não precisa plantar erva daninha no seu jardim, ela nasce. Mas para manter e garantir uma boa plantação você precisa perseverar, precisa cuidar de suas plantas, do solo, garantir que as pragas não arrasem sua plantação. Enfrentar as ervas daninhas faz parte, não desista e você terá uma boa colheita. A verdade é que sempre surgem ervas daninhas em tamanhos e formas diferentes. Algumas vezes podem ser palavras, outras podem ser pessoas atentando contra sua família ou seu trabalho. Independente do que sejam, persevere só assim se colhe aquilo que é bom.

Lei número 7. Não podemos fazer nada em relação a colheita do passado, mas podemos fazer algo em relação a colheita de hoje e de amanhã.

Mordecai e Ester eram exilados, por conta dos erros de outros. Ester era órfã, nada podiam fazer em relação ao passado, mas podiam fazer algo em relação a presente e ao futuro: Ester sob o risco de perder a vida disse a Mordecai: “Irei ter com o rei, se perecer pereci.”

Na vida de tempos em tempos cada a individuo, a cada nação, chega o momento de decidir se viverá com medo para sempre ou se enfrentará a situação. Ester optou por enfrentar a situação e venceu.

Muitas pessoas tem agido assim, e não apenas na história bíblica, mas em todos os lugares. Fiquei muito impressionado ao conhecer a história de Flor de Lis, uma carioca que adotou 45 crianças, e vive com elas em Jacarepaguá, no Rio de Janeiro. Ela conta que tudo começou quando viu crianças abusadas, abandonadas e atemorizadas e disse consigo mesma eu preciso fazer alguma coisa…

Talvez você não venha a adotar quarenta e cinco crianças ou uma que seja, mas todos devermos responder a pergunta: O que eu preciso fazer agora para plantar sementes de mudança? Talvez não seja algo tão grande ou tão heróico, como Ester, Mordecai ou Flor de Lis, talvez seja algo pequeno como um grão de milho, mas produzirá grandes resultados.

Vi uma entrevista com o jogador Ronaldo, perguntado sobre a seleção brasileira ele disse: “Só quero ajudar…” A matéria terminou com as seguintes palavras: “Bendito é o país que tem um fenômeno disposto a ajudar”

Sabe, você é um fenômeno de Deus, a questão é se você está disposto a ajudar? A tradição do Purim diz que Deus usa máscaras, talvez, mas uma coisa é certa Deus usa pessoas e quer usar você.  

As sete leis da semeadura

24 de setembro de 2009

No último sábado fui levar minha filha mais nova para a última dose de vacinação. (Puxa como o tempo passa rápido minha pequenina já está na última dose!) Bem, ao entrar no posto de vacinação me deparei com vários funcionários usando mascaras coloridas, uma maneira criativa e simpática de ganhar a confiança das crianças, deu certo. Minha pequenina estava relutante no inicio, mas assim que entrou e viu os funcionários sorrindo e as máscaras coloridas ficou muito a vontade. A enfermeira que estava conduzindo a vacinação disse: “Abra o bocão de jacaré!” E minha filha abriu uma boca tão grande que até me assustei com o tamanho.

Fiquei feliz com a criatividade daqueles funcionários que trabalhavam numa ensolarada tarde de sábado, vi que o Brasil é realmente um país abençoado, não só por sua beleza natural, mas pela simpatia de seu povo. E a notícia ainda melhor: 20 anos sem nenhum caso de poliomielite!

Mas, as mascaras coloridas me fizeram lembrar de uma festa judaica muito alegre, comemorada normalmente com a utilização de mascaras, a festa do Purim. Usam mascaras para celebrar que algumas vezes, Deus “usa” mascara, isto é ele está presente mesmo quando parece não estar.

Deus está presente mesmo nos momentos difíceis, quando nossas orações parecem não ter respostas.

Esta tradição é oriunda do livro de Ester, isso porque neste livro o nome de Deus não é citado nenhuma vez, mas a mão de Deus parece estar presente em cada detalhe tecendo sua bondosa providência.

O nome da festa deve-se ao fato de que um homem chamado Hamã inimigo dos Judeus e muito supersticioso. Embora conseguisse por meio de suborno uma autorização real para liquidar os Judeus lançou sortes para ver qual seria o melhor dia para o extermínio. A ironia da história é que no dia em que supostamente seria seu dia de sorte para a exterminar os Judeus, foi Hamã quem acabou executado, pior ainda, na forca que ele mesmo construiu. Purim é um nome que carrega certo sarcasmo contra os inimigos daqueles que servem a Deus. É como se dissesse: “A sorte sempre está do lado daqueles que estão do lado de Deus”.

Ester, cujo nome Hebraico é Hadassa, era órfã de pai e mãe e foi adotada ainda menina, alguns dizem que sua mãe morreu quando deu a luz, mas não sabemos de fato como se tornou órfã. O que sabemos é que fora adotada por Mordecai, ambos eram exilados e Ester passou a ser sua filha.  

A vida de Ester muda radicalmente quando Vasti então rainha recusou-se a mostrar sua beleza aos convidados do rei Assuero (Xerxes). Aquele ato criou um problema político muito sério para Assuero. Ele passara seis meses, reunido com várias autoridades da aristocracia Persa, mostrando quão poderoso era. Seu objetivo era organizar uma investida militar contra os Gregos, no final como a cereja do bolo de seu exibicionismo, ofereceu uma festa regada a muita bebida, durante a festa resolveu expor sua esposa como um troféu. Certamente o que ele exigia de Vasti não era nada decoroso, o que o rei não esperava aconteceu, Vasti se recusou a cumprir a ordem do real.

Um sério problema político, como o rei comandaria todos os seus líderes, súditos se não conseguia nem mesmo que sua mulher o obedecesse?  

Aconselhado, dissolveu seu relacionamento com Vasti, e para garantir que o rei não teria uma recaída, criaram uma espécie de concurso “miss Persa”. Ester foi eleita nova rainha e posteriormente arriscou a própria vida para salvar seu povo.

O livro de Ester sugere que muitos problemas que enfrentamos se relacionam com o que poderíamos chamar de lei de plantio ou de semeadura. Considere alguns paralelos:

Saul foi o primeiro rei de Israel, era Benjamita, deveria ter dado cabo dos Amalequitas e seu rei Agague, não fez. Anos e anos se passam e na história do livro temos Ester e Mordecai, ambos Benjamitas lidando com um Agagita, um Amalequita descendente direto de Agague, daí o título Agagita.

Pense sobre isso, muitos problemas na vida, numa família e até num país, são o resultado direto do plantio, das escolhas de alguém no passado. Como muitas crianças no passado colheram as conseqüências de problemas de saúde porque seus pais não zelaram por elas como deveriam.

No livro de Ester encontramos sete leis de plantio ou de semeadura espiritual que se bem aprendidas podem nos capacitar a abençoar nossas casas, bairros e até nosso país.

Nos próximos dias estarei postando as sete leis…

Confiança em Deus

20 de agosto de 2009

Meu colega de ministério pastor Denis e eu visitamos muitos lugares em reuniões e pregações, e não raras vezes nos perdemos…É quase que uma experiência certa, quando entramos no carro para irmos a algum lugar é apenas uma questão de tempo e estaremos perdidos. Uma hora dessas vou colocar um GPS no carro, tenho um no celular, mas é tudo tão pequeno que realmente quase não enxergo. Mas, numa destas viagens ao “elo perdido” resolvemos perguntar para um senhor que caminhava lentamente na calçada. Denis o chamou, o senhorzinho com seus passos lentos, claudicantes aproximou-se da janela do carro. Denis passou a pedir a informação… O Senhorzinho mastigava, não sei o que, parecia um punhado de farinha ou paçoca de amendoim. Saraivou o pastor Denis com farinha desde disse a primeira palavra. Ele explicou algo mais ou menos assim: “Vá em frente, vire a esquerda, depois de um pouquinho vire a direita, siga alguns metros, pegue uma rotatória no terminal de ônibus e lá você pergunta de novo”. E foi-se caminhando vagarosamente e claro, mastigando o resto da farinha…Rimos muito e seguimos a orientação “empanada”.

Mas, não é está experiência uma parábola da vida? Uma parábola de nossas experiências? Não é isto um símbolo do dia a dia? Considere:

1.      A capacidade da inteligência humana tem um limite. Posso saber muitas coisas, mas não sei todas elas. Na verdade é muito maior o oceano daquilo que não sei do que a lagoa em que reside meu pequeno conhecimento. Talvez por isso, aquele senhor tenha dito: “vá até lá então pergunte novamente”.

2.      A Inevitabilidade de um processo gradual. Um passo de cada vez, uma aproximação gradativa de onde chegar. Não podemos saltar queimando etapas na vida sem que soframos conseqüências terríveis. Somos meninos, adolescentes, jovens, adultos e velhos…um passo de cada vez…

3.      A realidade das incertezas na experiência humana: - “Casar ou comprar uma bicicleta?”.  Sempre nos depararemos com incertezas, com questionamentos e porque não dizer, teremos dúvidas.

Por isso, todos nós devemos nos empenhar com todo esforço para avançarmos ainda que lentamente e apenas um pouco na direção correta. É melhor isso, que voarmos na velocidade da luz na direção errada. Provérbios, nos trás muitos ensinamentos de como podemos fazer isso, particularmente no capítulo 3:5,6 a bíblia diz:

“Confia no SENHOR de todo o teu coração, e não te estribes no teu próprio entendimento. Reconhece-o em todos os teus caminhos, e ele endireitará as tuas veredas.”

 

Neste texto encontramos uma exortação e uma promessa:

 

Comecemos com a exortação: “Confie no Senhor”

 

Não em nenhuma criatura,

Não na melhor das criaturas

Não na mais elevada das criaturas

Não na mais santa das criaturas

Não na mais agradável das criaturas

Não confie em nenhum de seus privilégios

Suas habilidades

Sua educação

Seu coração

Sua religião

Suas Obras

Seus diplomas

Confie nele em todo o tempo, confie no Senhor!

Na aflição, na tentação, na alegria ou na dor.

Na escuridão da noite ou sob a luz do dia, confie no Senhor!

Deus é o Criador de todas as coisas e o tecelão de cada providência, é o Senhor de toda graça, de toda bênção, todo contentamento. Por esta razão, todo poder, toda a força que precisamos encontram-se NELE e o seu amor e misericórdia nos disponibilizam o que precisamos.

 

CONFIAR!  

A palavra hebraica para confiar é BATAH, e carrega a idéia de apegar-se a alguém ou algo a fim de encontrar segurança e conforto.

Quando John Paton traduzia a bíblia para uma tribo indigena, descobriu que eles não tinham em seu vocabulário uma palavra para confiança. Um dia enquanto fritava os neurônios em busca de uma palavra foi surpreendido por um nativo suado que estivera correndo de um lado para o outro. O suado nativo entrou na casa do missionário literalmente jogou-se sobre uma confortável poltrona e disse: “Como é bom poder descansar todo meu peso sobre esta cadeira.” “É isso!,” disse Paton. “Eu traduzirei confiança como ‘descansar todo o seu peso em Deus’”.

E então, você já fez isso hoje? Lance todo o seu peso sobre Deus este é o primeiro passo na direção certa. Na próxima vez escreverei sobre a promessa…

Venha antes do Inverno: O Perigo da Procrastinação

15 de julho de 2009

Tempo, algumas coisas que sabemos sobre tempo, é um recurso limitado e não renovável, podemos usá-lo com sabedoria, podemos gasta-lo irresponsavelmente, mas realmente não importa uma vez utilizado nunca mais poderá ser recuperado. A bíblia tem muito a dizer a respeito do tempo e uma das passagens mais conhecidas sobre o assunto é um lembrete que há tempo para tudo na vida.

Eclesiastes 3

 

Tudo tem o seu tempo determinado,

E há tempo para todo propósito debaixo do céu.

Há tempo de nascer e tempo de morrer;

Tempo de plantar e tempo de arrancar o que se plantou;

Tempo de matar e tempo de curar;

Tempo de derribar e tempo de edificar;

Tempo de chorar e tempo de rir;

Tempo de prantear e tempo de saltar de alegria;

Tempo de espalhar pedras e tempo de ajuntar pedras;

Tempo de abraçar e tempo de afastar-se de abraçar;

Tempo de buscar e tempo de perder;

Tempo de guardar e tempo de deitar fora;

Tempo de rasgar e tempo de coser;

Tempo de estar calado e tempo de falar;

Tempo de amar e tempo de aborrecer;

Tempo de guerra e tempo de paz.

 

Temos tempo suficiente para as experiências mais diversas da vida, e tempo é um produto da graça de Deus, ele é o doador do nosso tempo, por isso o uso do tempo deveria ser algo santo, sagrado.

Conscientes ou não, tudo gira em torno de que precisamos tornar nosso uso do tempo mais efetivo, talvez por isso, falamos mais por celular do que pessoalmente. E ainda mudamos constantemente nossa maneira de comunicar, por exemplo:

 

Se você tem mais de 60, você ainda se lembra de cartas escritas à mão.

Se você tem entre 40 e 60 você utiliza e-mail.

Se você tem menos de 40, você prefere mensagens instantâneas.

Se você tem menos de 30, você se comunica via facebook, orkut, myspace, etc…

E se você está na crista da onda, então você está no twitter. (Se você não sabe o que é, faça como eu, pergunte para alguém que tenha uns vinte anos de idade.)

 

Tempo é tão importante que não é apenas um papo teológico ou pastoral até o Caetano Veloso tem uma canção intitulada “Oração ao Tempo” na qual ele personifica o tempo como se fosse um deus.  

Já uma canção bíblica, divinamente inspirada e escrita por Moisés, o Salmo 90:12, diz: “Ensina-nos a contar os nossos dias, para que alcancemos coração sábio.”

Você já fez isso? Já literalmente contou os seus dias? Difícil não é? Especialmente porque não sabemos quanto tempo nos resta…Uma coisa é certa, a maioria das vezes temos menos tempo que imaginamos… 

Aqui o que disse Tiago:

“Atendei, agora, vós que dizeis: Hoje ou amanhã, iremos para a cidade tal, e lá passaremos um ano, e negociaremos, e teremos lucros. Vós não sabeis o que sucederá amanhã. Que é a vossa vida? Sois apenas, como neblina que aparece por instante e logo se dissipa.”

 

Mas, me diga sinceramente, se você soubesse, tivesse absoluta certeza de que tem apenas uns poucos meses de vida….o que você faria? No que você pensaria? Como você concentraria seus pensamentos?

Temos uma ótima lição bíblica a esse respeito na vida de Paulo em 2 Timóteo 4:9-19.

 

“Procura vir ter comigo depressa, Porque Demas me desamparou, amando o presente século, e foi para Tessalônica, Crescente para Galácia, Tito para Dalmácia. Só Lucas está comigo. Toma Marcos, e traze-o contigo, porque me é muito útil para o ministério. Também enviei Tíquico a Éfeso. Quando vieres, traze a capa que deixei em Trôade, em casa de Carpo, e os livros, principalmente os pergaminhos. Alexandre, o latoeiro, causou-me muitos males; o Senhor lhe pague segundo as suas obras. Tu, guarda-te também dele, porque resistiu muito às nossas palavras. Ninguém me assistiu na minha primeira defesa, antes todos me desampararam. Que isto lhes não seja imputado. Mas o Senhor assistiu-me e fortaleceu-me, para que por mim fosse cumprida a pregação, e todos os gentios a ouvissem; e fiquei livre da boca do leão. E o SENHOR me livrará de toda a má obra, e guardar-me-á para o seu reino celestial; a quem seja glória para todo o sempre. Amém. Saúda a Prisca e a Áqüila, e à casa de Onesíforo. Erasto ficou em Corinto, e deixei Trófimo doente em Mileto.”

 

1. As últimas palavras de Paulo

 

Enquanto escrevia sua 2 carta a seu jovem aprendiz Timóteo,  no 4 capítulo, uma cortina se fecha sobre a vida de Paulo e o que aconteceu depois disso é um debate que dura 2000 anos. Mas, a maior probabilidade é que ele tenha sido decapitado em Roma sob as ordens de Nero. O que tinha Paulo em mente no final de sua vida? O que tinha ele em mente diante do pouco tempo que lhe restava? É muito significativo que suas últimas palavras: 1. São recheadas do salmo 22, aliás, o mesmo salmo que estava nos lábios de Jesus por ocasião de sua morte. 2. Suas últimas palavras estão recheadas de pessoas:

a)      Demas, um amigo que o abandonou durante um momento de necessidade porque amou mais a este mundo.

b)      Pensou também em outros bons amigos (Crescente, Tito e Tíquico) que naquela ocasião serviam a Jesus em outros lugares.

c)      Ele é grato por Lucas, o médico que permaneceu com ele confortando-o na prisão.

d)      Menciona com tristeza um homem chamado Alexandre o latoeiro ou ferreiro (um artífice em bronze), este homem se opôs ferozmente à pregação do evangelho.

e)      Ele envia saudações a amigos distantes, e saudações de outros amigos a timóteo.

f)        Agradece a Deus por ter estado com Ele durante seu julgamento, quando todos o abandonaram. E expressa sua esperança celestial, isso mesmo, o livramento que o apóstolo esperava era o céu e não a terra!  

 

Algumas lições importantes que podemos tirar deste epílogo apostólico:

 

Ele quer que Timóteo venha vê-lo na prisão antes de sua morte. Lembre-se que Timóteo está em Efeso e Paulo em Roma estão separados por milhares e milhares de quilômetros um do outro, levaria meses de viagem para que Timóteo chegasse a Roma.  Paulo tem pouco tempo de vida e por esta razão urge Timóteo a visitá-lo com urgência:

“Procura vir ter comigo depressa” (v. 9).

 Apressa-te a vir antes do inverno.” (v. 21). A Tradução King James traduz: “Venha antes do inverno.”

A idéia é: “Timóteo, se você realmente virá, venha já, venha agora. Não espere, não adie, não viverei muito mais. Venha rápido meu amigo, venha antes do inverno.”

 

Três questões a considerar:

 

I. Por que antes do inverno?

Durante o inverno viajar era uma tarefa muito difícil naqueles dias especialmente pelo mar, de fato algumas vezes era impossível viajar durante o inverno. Por esta razão, se Timóteo adiasse, ele não chegaria a Roma antes da primavera, se esperasse tanto assim Paulo já estaria morto. 

 

Em nossas vidas existem muitas coisas que devem ser feitas “antes do inverno” ou nunca serão feitas…Portas de oportunidades que se abrem hoje, se não forem aproveitadas, talvez num futuro próximo já tenham se fechado. Você não pode esperar para sempre para responder a questões importantes em sua vida. Aliás, questões que parecem pequenas hoje, se tornarão grandes amanhã!

Além disso, vida muda rapidamente, você pode ser alguém cheio de vida e saúde, pode ser um cantor famoso, ou poderoso político e na manhã seguinte, terrivelmente doente. Ninguém sabe o que acontecerá amanhã!  

Certo homem que perdeu seu filho de 18 anos tragicamente, disse as seguintes palavras enquanto o corpo de seu filho repousa silenciosamente no caixão:

“Abrace seus filhos enquanto vocês podem. Diga-lhes que vocês os amam em cada oportunidade. Vocês não sabem quando será a última vez.”

Existem coisas que devem ser feitas antes do inverno.

 

II. Timóteo foi?

 

Bem, eu adoraria ter uma resposta certa, mas na verdade estamos diante de um mistério. Não sabemos… Um pregador presbiteriano chamado C. McCartney imagina o seguinte quadro: Timóteo diz a si mesmo, “Sim, eu preciso ir a Roma, mas antes tenho que resolver algumas questões em Éfeso.” E por conta disso ele se atrasa o inverno chega, ele não consegue um navio até a primavera. Por meses ele se preocupa com seu velho amigo e mentor. Finalmente, as estações mudam, ele embarca em sua longa viagem a Roma. Quando lá chega, ele procura encontrar Paulo, mas ninguém sabe lhe dizer onde ele está. Até que finalmente se encontra com Prudente e Claudia que lhe dizem: “Você não é Timóteo? Paulo queria tanto ver você, ele orou para que você pudesse vir! Ele nunca desistiu da possibilidade de te ver novamente. Lamentamos dizer, ele morreu no mês passado, foi executado. Mas, deixou uma mensagem para você ‘Ofereçam a Timóteo meu amor, diga-lhe adeus por mim. Diga-lhe que nos encontraremos no céu, pois aqui já não mais teremos tempo”.

Se isso aconteceu ou não? Não sabemos, mas uma coisa é certa: Procrastinação destrói a melhor das intenções. Mais casamentos são destruídos pelo envenenamento lento da negligência do que pelo abandono deliberado. Mais relacionamentos acabam por que negligenciamos uma palavra de encorajamento ou um gesto de carinho do que por qualquer outra coisa.  

Pretendíamos escrever uma carta, um telefonema, mas deixamos para depois.

Pretendíamos falar de Cristo para um vizinho, mas resolvemos deixar para depois.

Pretendíamos levar nossa vida cristã a sério, mas deixamos para depois.

Pretendíamos orar mais, ler mais a bíblia, servir num ministério, mas deixamos para depois.

Tínhamos grandes sonhos, e ideais maravilhosos, mas negligenciamos, e quando damos conta nossa vida foi sugada, nossa força se foi, o casamento esfriou os filhos já se foram nossa vida estagnou. Venha antes do inverno! Decida servir a Deus de verdade, faça isso agora, você pode fazer grandes coisas para Deus, e Deus pode fazer grandes coisas em sua vida, mas você não pode e não deve adiar, comece agora! 

 

III. Você teria ido?

 

Esta é resposta que só você pode dar…Mas conheci uma mulher, ela teve uma discussão boba com a mãe, resolveu fazer uma greve de silêncio com a mãe. Sua mãe adoeceu, eu conversei com ela a respeito do fato de que deveria entrar num acordo e reconciliar-se com a mãe, ela disse: “Depois…” - mas o depois nunca veio sua mãe faleceu antes. Esta mulher luta até hoje com o pensamento de que poderia ter resolvido às coisas antes do inverno chegar, mas não fez…

Alguns têm coisas que precisam ser ditas e feitas já, hoje, agora!

Dizer:

“Eu te amo.”

“Me perdoe.”

“Muito obrigado.”

“Senti sua falta.”

Fazer: Abraçar, escrever um bilhete, dar um presente, aceitar uma vocação.

Outros precisam levar a sério seu relacionamento com Jesus. O fato irremediável é que você não ganha nada deixando para amanhã, aliás, não sabemos se existirá amanhã. Venha antes do Inverno!