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Notícias X Notícias…

segunda-feira, 19 de abril de 2010

Qual foi a pior notícia que você já recebeu? Quando penso na pior noticia que já recebi, ainda sinto a mesma ânsia de vômito como se tivesse levado um violento soco no estômago. Quando penso na pior notícia que já ouvi, meu coração bate acelerado com uma mistura de medo, insegurança, impotência, incapacidade. Há notícias que não queremos receber, notícias que daríamos um braço ou até a própria vida para não ouvi-la, mas numa insistência brutal elas rompem nossas barreiras, nossos bloqueios, nos encontram em nossas trincheiras e sem dó, sem piedade nos sangram a alma. Sangue da alma, esse não se estanca facilmente, tem gente que sangra até morrer anêmico, pálido, triste e desconfiado. São muitos os punhais, as adagas que nos cortam com notícias indesejadas:

 

Quem te prometeu fidelidade na riqueza ou na pobreza, na saúde ou na doença até que a morte os separe. Esses mesmos lábios quebram a promessa, juram e beijam os lábios que não são os teus.

Quem você pensava poder te curar, se curva diante da realidade cruel do improvável e dolorosamente te sentencia a anos, meses ou dias.

Quem você pensava multiplicar seus tesouros, seus recursos, míngua até que as palavras definem economicamente sua vida numa exclamação: falida! Todas estas notícias não se comparam com a notícia que receberam aqueles primeiros discípulos: É morto teu Senhor, mataram o autor da vida!

E testemunharam: o corpo morto de Jesus foi aprisionado numa mortalha com especiarias, depositado num túmulo frio, fechado com uma pedra e lacrado com o “inviolável” selo do império Romano.  Esta foi a pior notícia que eles homens e mulheres poderiam ouvir, deixaram tudo para segui-lo. Familiares ficaram para trás, amigos, carreira, cidade, todos os vínculos e elos sociais se haviam partido e agora Ele estava morto.

 

Não me surpreende que mais tarde Pedro, ao falar do assunto em seu memorável discurso por ocasião da festa do pentecostes, tenha associado a morte de Jesus com grilhões e cadeias. É como se na mente de Pedro a morte fosse um caçador que apanha sua presa de tal modo que a encarcera e esta já não pode sair de lá.  Não é assim que nos sentimos? Presos por circunstâncias sobre as quais não temos poder algum? O eco da notícia que não queríamos ouvir se repete vezes após vezes como o martelar incansável sobre uma bigorna… uma enxaqueca constante que não se vai. Prisioneiros, prisioneiros, prisioneiros! Tivesse a pior noticia do universo terminado com um Cristo morto, prisioneiro da morte todos nós apodreceríamos lenta e dolorosamente em nossa lepra… Porém, Deus o ressuscitou, rompendo os grilhões da morte… as barras de ferro da morte rangeram enquanto eram retorcidas, as correntes tilintavam enquanto arrebentavam diante do poder Deus, e Seu filho Jesus saiu de lá.  Mas não saiu só, saiu convidando a todos nós para que levantemos de nossas mediocridades e lamentos. Saiu de lá como um pássaro que voa e nos convida a voar com ele. Saiu de lá para nos ensinar que a mais maldita de todas as notícias não se compara com boa notícia do evangelho. Ele vive! Ele vive! Esse som como de uma música que não cansa deve reverberar em cada neurônio, em cada célula do meu corpo. Nenhuma notícia é suficiente para mitigar a esperança viva que Jesus nos oferece: com Ele temos a certeza absoluta que amanhã de algum jeito inexplicável será melhor que hoje.

Por isso, me recuso a afogar minha esperança em lágrimas. Quando Jesus saiu daquele túmulo não saiu só, eu saí com Ele para uma nova vida. Venha o que vier, aconteça o que acontecer, Jesus Vive!

A Vergonha da Cruz

quinta-feira, 23 de abril de 2009

O Seguinte pensamento tem sido atribuído ao grande escritor cristão Oswald Chambers “O céu está profundamente interessado na cruz de Cristo, o inferno está terrivelmente amedrontado, enquanto os homens são os únicos seres que de uma maneira ou outra ignoram seu significado”.

            Só por curiosidade pergunte as pessoas a sua volta quantos tem alguma jóia ou algum símbolo da cruz, você ficará surpreso!  É curioso que aquilo que constantemente observamos tende a desaparecer, perde o sentido não é? Uma casa nova é encantadora até que os dias, meses e anos se escoam e o encanto se vai…ou um carro novo, enfim aquilo que constantemente observamos tende a desaparecer…Não deveria ser assim, mas infelizmente é assim que agimos.Você sabia que por 300 anos a cruz nunca foi utilizada como símbolo do cristianismo? Isso porque era algo realmente horrível, os primeiros líderes da fé cristã eram muito conscientes sobre este fato. A Cruz era um objeto desprezível, se estivéssemos lá não desejaríamos que nossos filhos a olhassem. Afinal de contas ao longo da história milhares de pessoas foram violentamente crucificadas, Alexandre o grande crucificou muitas pessoas, milhares de opositores e o império romano também aterrorizou seus oponentes fazendo uso da crucificação. Pessoas eram crucificadas próximo de estradas, pontes e portões das cidades. Os filmes que retratam a morte de Jesus na cruz, passam por uma espécie de assepsia (ainda bem!) para que nos seja suportável assistir, mesmo o sangrento filme “A Paixão de Cristo” de Mel Gibson não fugiu a regra. Todos colocam algum pano cobrindo os órgãos genitais dos condenados, quando a prática comum era crucificar a pessoa completamente nua e em alguns casos pregarem até mesmo as genitálias. A cruz era como diz o antigo hino “Um símbolo de vergonha e dor”. Entre 65 – 70 AD, quando os Judeus guerrearam contra os romanos, ao lado de fora de Jerusalém mais de 500 pessoas foram crucificadas, e os romanos só pararam de crucificar as pessoas porque não tinham mais madeira, aliás, as pessoas eram crucificadas até mesmo em árvores. O horror da crucificação era tão grosseiro que cidadãos romanos eram proibidos por lei de serem crucificados. Mas, razão porque reconhecemos a cruz como um símbolo de nossa fé nada tem a ver com os milhares que foram crucificados, mas com uma crucificação em particular a crucificação do Mestre e Senhor Jesus. Por que? Porque três dias depois ele ressuscitou!

Evidências da Ressurreição de Jesus Cristo

quarta-feira, 8 de abril de 2009

            Era uma tarde de calor muito intenso e eu aguardava o encerramento de uma feira beneficente organizada por amigos que me hospedavam bondosa e gentilmente no aconchego de seu lar. No meio de tantas vozes pedindo por um desconto, ouvi quando alguém chamou pelo meu nome: “Leandro, você poderia responder algumas das perguntas deste jovem?” – e rapidamente me apresentaram Igor, um jovem russo que estava a trabalho por ali. Sem muitas delongas, Igor me perguntou:

“Se você não estava lá no dia da ressurreição de Jesus como você pode ter certeza do que aconteceu?”

Inegavelmente uma boa pergunta. Esta pergunta tem se replicado frequentemente nos lábios de muitos críticos do evangelho. Igor e eu tivemos um bate papo de aproximadamente uma hora e posso dizer que tivemos certo progresso em relação a opinião que ele encarniçadamente defendia.

O maior desejo de Igor, na verdade, não era encontrar respostas, mas expressar seu ceticismo por meio de perguntas. Lamentavelmente, muitas pessoas fazem o mesmo.

Como disse antes, Igor iniciou a conversa com uma boa pergunta, embora completamente ilógica e contrária ao exercício científico.

Considere: Dom Pedro de Alcântara Francisco Antônio João Carlos Xavier de Paula Miguel Rafael Joaquim José Gonzaga Pascoal Cipriano Serafim de Bragança e Bourbon foi o primeiro imperador do Brasil (de 1822 a 1831). Mas, como podemos ter certeza disso se nenhum de nós esteve lá?  Simples, se existir suficiente documentação histórica que seja corroborada por outros documentos de testemunhas oculares, combinado com o fato de que não existem documentos legítimos que contrariem este fato, a lógica exige que aceitemos que Dom Pedro tenha sido o primeiro imperador como um fato, uma informação historicamente verdadeira. Por isso, negar seria ilógico e contrário à prática cientifica. 

              O mesmo ocorre no caso da ressurreição de Jesus. Céticos tendem a tratar os registros bíblicos como inverossímeis por ser a Bíblia “um livro meramente religioso”, mas isso não é verdade.  A Bíblia, além de ser a revelação de Deus, também é um livro de história, documentado por testemunhas oculares.

O registro histórico das testemunhas oculares afirma que Jesus Cristo, de fato, morreu e três dias depois ressuscitou dentre os mortos e foi visto por cerca de 500 pessoas num período de 40 dias. Mas isso ainda não é suficiente para os céticos… alguns chegam a afirmar que os discípulos roubaram o corpo de Jesus e depois o esconderam, e então inventaram a ressurreição, mentiram aos seus familiares, amigos e compatriotas. Vamos considerar algumas questões em torno desta teoria:

 

·  Se Jesus não ressuscitou, o que produziu uma mudança tão radical nos discípulos? O que os transformou de homens amedrontados e tímidos em corajosos evangelistas? Se tudo não passou de uma invenção, de onde lhes veio tamanha coragem? Não podemos nos esquecer que antes da crucifixão, a maioria dos discípulos estavam profundamente atemorizados. Pedro chegou a negar que conhecesse a Jesus, não uma, mas três vezes! O que mudou? Ter visto ao Cristo ressurreto.

 

·  Por que os discípulos estariam dispostos a morrer e serem torturados por algo que sabiam ser uma mentira, uma fraude? Todos sabemos que as pessoas não se entregam à morte por aquilo que sabem ser uma mentira. Certamente, as pessoas morrem por falsas crenças, mas elas pensam estar morrendo por uma verdade. Mas agora, se os discípulos forjaram a ressurreição de Jesus eles saberiam que tudo não passava de uma mentira. A história registra que eles foram torturados e mortos por sua fé, e NENHUM DELES, sob as mais terríveis torturas jamais disse: “é mentira, nós inventamos.” Por quê? Porque viram o Cristo ressurreto.

 

·  Por que os discípulos criariam uma estória sobre a ressurreição se o próprio Jesus fosse uma fraude?  Jesus lhes havia dito que ressuscitaria após três dias. Se ele estivesse morto no quarto dia, isso significaria que Ele não era quem dizia ser, não era o messias, não era Deus em carne. Então, por que os discípulos entregariam suas vidas a uma mentira? Por que morreriam em adoração a um mentiroso ou a um louco morto? A resposta: Viram o Cristo ressurreto.

 

·  Qual o motivo? Mentiras e enganos são tipicamente motivados por egoísmo. Ensinar a ressurreição de Jesus não lhes traria riqueza, fama, status ou popularidade. Pelo contrário, seriam odiados, zombados, excomungados, aprisionados, exilados, torturados. Qual seria o motivo de tamanho engano? Ninguém enfrentaria o que homens e mulheres enfrentaram apenas para esconder uma mentira. A motivação deles? A verdade! Viram o Cristo ressurreto.

 

·  Por que milhares de pessoas se converteriam imediatamente a Jesus se Ele realmente não tivesse ressuscitado dentre os mortos? A história registra que milhares e milhares se converteram a seguidores de Jesus, pelo menos 3.000 em um único dia. Sabemos que Jesus apareceu para “500 irmãos” num período de 40 dias, naquele período da história era comum totalizar multidões pelo número de homens, assim se somarmos os números aproximados de homens e mulheres podemos facilmente chegar a 1.500 ou 2.000 pessoas que, num período de 40 dias, testemunharam a ressurreição de Jesus. Não apenas acreditaram, mas testemunharam! Assim, podemos dizer que milhares de pessoas viram Jesus ressuscitado, e isso explica o porquê de conversões em massa na mesma cidade em que Jesus fora crucificado. Viram o Cristo ressurreto.

 

·  Por que os discípulos apresentariam seus erros e falhas nos evangelhos? Se alguém vai inventar uma estória, no mínimo se apresentará como alguém bom e iluminado, apresentaria um currículo positivo a respeito de si mesmo. Mas, os discípulos se apresentaram como incrédulos indiferentes e até mesmo covardes. Por quê? Porque estavam falando a mais pura verdade. Viram o Cristo ressurreto.

 

·  Como Saulo, o principal perseguidor dos Cristãos se converteria num apóstolo de Jesus Cristo? Como aquele jovem arrogante fariseu se tornaria um dos principais discípulos de Jesus? Se Jesus não tivesse ressuscitado dentre os mortos, Saulo teria todas as razões para triunfar em seu intento de fazer calar os discípulos de Jesus. Mas, que evento teria transformado este homem no ‘apóstolo Paulo’? Ver o Cristo ressurreto.

 

·  Como os discípulos poderiam ter roubado o corpo de Jesus? O corpo estava num túmulo vigiado 24 horas por guardas romanos altamente capacitados para sua função.  Além disso, violar o selo do império Romano ou simplesmente tentar se opor a um soldado romano seria suficiente para ser punido com a morte. Como discípulos atemorizados, homens comuns conseguiriam remover a pedra, sobrepujar os soldados e roubar o corpo de Jesus? Alguém poderia afirmar que os soldados dormiram. A pena por dormir em serviço era equivalente à deserção, a pena capital era sua punição, difícil acreditar que os soldados correriam tal risco. Além do mais, a pedra que selava a entrada do túmulo pesava aproximadamente duas toneladas e, movê-la, certamente produziria ruído suficiente para acordar os soldados.

O fato é que todas as evidências demonstram conclusivamente que Jesus Cristo ressuscitou. Espero que o Igor considere isso.  

Feliz páscoa, Ele Vive!

 

RESSURREIÇÃO

quarta-feira, 1 de abril de 2009

“Olhando firmemente para o Autor e Consumador da fé, Jesus, o qual em troca da alegria que lhe estava proposta, suportou a Cruz, não fazendo caso da ignomínia, e está assentado à destra do trono de Deus.” Hebreus 12:2

 

A ressurreição de Jesus tem pelo menos três dimensões:

1.      Histórica. O sofrimento, morte e ressurreição de Jesus foram reais. Nesta dimensão histórica depositamos nossa fé. Cremos, não por um salto no escuro, mas por todas as evidências históricas da ressurreição. Do horror da Cruz ao triunfo da ressurreição.

2.      Exemplar. Jesus legou-nos um exemplo magnífico ao suportar a Cruz e não fazer caso da ignomínia. Ele desprezou o desprezo tendo em vista a alegria que o aguardava. O exemplo é: não desista na Cruz, não desista diante dos problemas. Despreze o desprezo!

3.      Inspiracional. A ressurreição de Jesus extrapola os limites da historicidade ou do exemplo. O poder da ressurreição é real hoje, é a própria vida de Jesus em nós, nos capacitando a suportar o insuportável e nos dando a certeza de que da Cruz alcançaremos o trono.

      A Ressurreição não deve ser apenas um evento esquecido na poeira da história, mas uma celebração diária manifestada em nossas vidas. Isso é páscoa!