No último sábado fui levar minha filha mais nova para a última dose de vacinação. (Puxa como o tempo passa rápido minha pequenina já está na última dose!) Bem, ao entrar no posto de vacinação me deparei com vários funcionários usando mascaras coloridas, uma maneira criativa e simpática de ganhar a confiança das crianças, deu certo. Minha pequenina estava relutante no inicio, mas assim que entrou e viu os funcionários sorrindo e as máscaras coloridas ficou muito a vontade. A enfermeira que estava conduzindo a vacinação disse: “Abra o bocão de jacaré!” E minha filha abriu uma boca tão grande que até me assustei com o tamanho.
Fiquei feliz com a criatividade daqueles funcionários que trabalhavam numa ensolarada tarde de sábado, vi que o Brasil é realmente um país abençoado, não só por sua beleza natural, mas pela simpatia de seu povo. E a notícia ainda melhor: 20 anos sem nenhum caso de poliomielite!
Mas, as mascaras coloridas me fizeram lembrar de uma festa judaica muito alegre, comemorada normalmente com a utilização de mascaras, a festa do Purim. Usam mascaras para celebrar que algumas vezes, Deus “usa” mascara, isto é ele está presente mesmo quando parece não estar.
Deus está presente mesmo nos momentos difíceis, quando nossas orações parecem não ter respostas.
Esta tradição é oriunda do livro de Ester, isso porque neste livro o nome de Deus não é citado nenhuma vez, mas a mão de Deus parece estar presente em cada detalhe tecendo sua bondosa providência.
O nome da festa deve-se ao fato de que um homem chamado Hamã inimigo dos Judeus e muito supersticioso. Embora conseguisse por meio de suborno uma autorização real para liquidar os Judeus lançou sortes para ver qual seria o melhor dia para o extermínio. A ironia da história é que no dia em que supostamente seria seu dia de sorte para a exterminar os Judeus, foi Hamã quem acabou executado, pior ainda, na forca que ele mesmo construiu. Purim é um nome que carrega certo sarcasmo contra os inimigos daqueles que servem a Deus. É como se dissesse: “A sorte sempre está do lado daqueles que estão do lado de Deus”.
Ester, cujo nome Hebraico é Hadassa, era órfã de pai e mãe e foi adotada ainda menina, alguns dizem que sua mãe morreu quando deu a luz, mas não sabemos de fato como se tornou órfã. O que sabemos é que fora adotada por Mordecai, ambos eram exilados e Ester passou a ser sua filha.
A vida de Ester muda radicalmente quando Vasti então rainha recusou-se a mostrar sua beleza aos convidados do rei Assuero (Xerxes). Aquele ato criou um problema político muito sério para Assuero. Ele passara seis meses, reunido com várias autoridades da aristocracia Persa, mostrando quão poderoso era. Seu objetivo era organizar uma investida militar contra os Gregos, no final como a cereja do bolo de seu exibicionismo, ofereceu uma festa regada a muita bebida, durante a festa resolveu expor sua esposa como um troféu. Certamente o que ele exigia de Vasti não era nada decoroso, o que o rei não esperava aconteceu, Vasti se recusou a cumprir a ordem do real.
Um sério problema político, como o rei comandaria todos os seus líderes, súditos se não conseguia nem mesmo que sua mulher o obedecesse?
Aconselhado, dissolveu seu relacionamento com Vasti, e para garantir que o rei não teria uma recaída, criaram uma espécie de concurso “miss Persa”. Ester foi eleita nova rainha e posteriormente arriscou a própria vida para salvar seu povo.
O livro de Ester sugere que muitos problemas que enfrentamos se relacionam com o que poderíamos chamar de lei de plantio ou de semeadura. Considere alguns paralelos:
Saul foi o primeiro rei de Israel, era Benjamita, deveria ter dado cabo dos Amalequitas e seu rei Agague, não fez. Anos e anos se passam e na história do livro temos Ester e Mordecai, ambos Benjamitas lidando com um Agagita, um Amalequita descendente direto de Agague, daí o título Agagita.
Pense sobre isso, muitos problemas na vida, numa família e até num país, são o resultado direto do plantio, das escolhas de alguém no passado. Como muitas crianças no passado colheram as conseqüências de problemas de saúde porque seus pais não zelaram por elas como deveriam.
No livro de Ester encontramos sete leis de plantio ou de semeadura espiritual que se bem aprendidas podem nos capacitar a abençoar nossas casas, bairros e até nosso país.
Nos próximos dias estarei postando as sete leis…
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