Parte II - As Sete leis da Semeadura

No livro de Ester encontramos sete leis de plantio ou de semeadura espiritual que se bem aprendidas podem nos capacitar a abençoar nossas casas, bairros e até nosso país.

Aqui vão as leis:

Lei número 1. Só se colhe o que se planta.

Ester empenhou-se por ser rainha: Ester 4:14 c “Quem sabe se para tal conjuntura como esta é que foste elevada a rainha?”

Esta foi a pergunta de Mordecai a Ester quando ela demonstrou dúvida se deveria arriscar o próprio pescoço para salvar seu povo. A pergunta de Mordecai aponta para o fato de que ela teve um ano de preparo no “concurso miss Pérsia”, o texto nos diz que ao contrário de Daniel e seus companheiros que não comeram dos manjares do rei pagão, Ester tudo comeu. Podemos deduzir que está implícito no texto o desejo se tornar rainha, embora ela não tenha escolhido participar do “concurso”, ela tinha a escolha de simplesmente não se empenhar, seria por assim dizer apenas desclassificada. Mas, ela empenhou-se para se tornar rainha, agora deveria ser responsável pela posição adquirida. É a mesma lei para todos nós, escolhemos um casamento, plantamos isso, agora precisamos responsavelmente lidar com as lutas e desafios. Nos tornamos pais, maridos, funcionários, agora devemos agir a altura de nossa posição. Somos responsáveis por fazer diferença no mundo e nas pessoa que estão a nossa volta, seja na escola em que estudamos, ou em nosso trabalho. O ponto é: Quem sabe para esta conjuntura é que você foi colocado aonde esta?

Um exemplo muito interessante é o de  Helen Cadbury ela passou a seguir a Cristo ainda menina com apenas 12 anos de idade no ano de 1893 em Birmingham. Ela sempre carregava consigo um Novo Testamento de bolso, ela era tão consciente da importância de sua influência que em pouco tempo organizou com suas colegas de escola o que chamou de “Liga do Novo Testamento de Bolso”. Sua influência foi tão grande que a “liga” se tornou uma organização gigantesca de proporção internacional, hoje conhecida como Bridge.  É assim, colhemos o que plantamos, quando chega a hora da colheita é preciso ser responsável e agir a altura da posição em que nos encontramos, sem omissão, sem dissimulação, sem rebeldia, sem medo.

Lei número 2. Colhemos a mesma espécie que plantamos.

Se você se omitir outros se omitiram também: Est 4:14b “Tu e a casa de teu pai  perecereis”

Desde o livro do Gênesis a bíblia nos fala que cada semente produziria sua espécie. Bem, todos sabemos que se plantarmos sementes de abóboras não colheremos pepinos. A semente produz sempre segundo a sua espécie. Quando Mordecai disse a Ester “Tu e a casa de teu pai perecereis” ele estava dizendo que se ela se calasse, fosse omissa, colheria também o fruto da omissão de outros. Se ela decidisse não fazer nada, outros dariam a mesma resposta. Colhemos a mesma espécie, se plantarmos ódio, colheremos ódio, se plantarmos ciúmes, colheremos ciúmes, se plantarmos omissão, colheremos omissão.

Um vídeo-clipe muito interessante gravado em algum lugar da Índia mostra sob intensa chuva uma árvore colossal bloqueando uma estrada e atrapalhando ainda mais o já caótico transito Indiano. Todos reclamam, protestam contra a árvore, o trânsito, e em estado de contemplação apenas esperam que algo aconteça, ou que o governo faça algo. Até que inesperadamente um menino pequeno, franzino sob a forte chuva aproxima-se da árvore coloca suas pequeninas mãos no colossal tronco e começa a tentar empurrar a árvore. As pessoas ao redor olham com certo desdém a principio, alguns riem, zombam, mas o menino não desiste. Aos poucos outras crianças se juntam a ele, e então outros vão se juntando a ele até que finalmente uma multidão unida empurra e remove a árvore do caminho.

Se quisermos colher ação por parte das pessoas precisamos agir!

 

Lei número 3. Colhemos numa estação diferente daquela que plantamos.

Mordecai praticou o bem a uma criança colheu o grande benefício de uma rainha adulta.  

Mordecai quando plantava atos de bondade e zelo para com a órfã Ester não imaginava que um dia ela seria a rainha que livraria ele e todo o seu povo do extermínio. Mas, tudo isso levou tempo, na verdade levou anos!

Paciência é uma virtude que temos que aprender em nossos dias, quer desejemos ou não. Uma pesquisa mostrou que o paulistano perde por dia no transito 02h40min. Praticamente um mês da sua vida por ano fica no transito de São Paulo. Querendo ou não é preciso esperar pacientemente o escoamento do trafego. Por outro lado, quando chega no campo do plantio das virtudes plantamos pela manhã e queremos colher no fim do dia. Fazemos uma gentileza para alguém e esperamos uma resposta imediata. Absurdo! Nenhum fazendeiro planta pela manha e quer colher a tarde, paciência, plante agora para colher depois, para colher em outra estação.

Lei número 4. Colhemos mais do que plantamos.

Mordecai é marcado por sua bondade, fidelidade a Deus e a seu governante, no final do livro lemos que ele colheu muito mais do que plantou, o texto fala a respeito de um relatório da grandeza. O que quer plantemos sempre colheremos mais do que plantamos, seja para o bem ou para o mal. Discernir o que plantaremos é realmente importante. Pense,

um grão de milho, que pesa aproximadamente 0,3g, em poucos meses gera uma planta adulta, que produz de quinhentos a mil grãos. O que você quer plantar no dia a dia? Cuidado, lembre-se que você colherá muito mais do que plantou.

5. Lei número 5. Colhemos proporcionalmente ao que plantamos.

Se um grão de milho produz de quinhentos a mil grão, quer dizer que quanto mais plantar mais colherei! Se plantar uma semente de bondade, de gentileza, de carinho colherei proporcionalmente, neste campo se a semente for boa quanto mais melhor!

 

6. Lei 6. Colheremos o que é bom se perseverarmos, aquilo que é mau cresce sem nosso esforço.

Mordecai era um homem perseverante e não desistiu de conseguir uma solução para um sério problema, mas o mal nasceu sem esforço algum: O rei tirou o seu anel, deu-o a Hamã, adversário dos Judeus, seria o equivalente em nossos dias de dar um cheque em branco. Seja como for, parecia que para o mal tudo era mais fácil, mais rápido, mais eficiente. Mas, esta é a lei da semeadura, você não precisa plantar erva daninha no seu jardim, ela nasce. Mas para manter e garantir uma boa plantação você precisa perseverar, precisa cuidar de suas plantas, do solo, garantir que as pragas não arrasem sua plantação. Enfrentar as ervas daninhas faz parte, não desista e você terá uma boa colheita. A verdade é que sempre surgem ervas daninhas em tamanhos e formas diferentes. Algumas vezes podem ser palavras, outras podem ser pessoas atentando contra sua família ou seu trabalho. Independente do que sejam, persevere só assim se colhe aquilo que é bom.

Lei número 7. Não podemos fazer nada em relação a colheita do passado, mas podemos fazer algo em relação a colheita de hoje e de amanhã.

Mordecai e Ester eram exilados, por conta dos erros de outros. Ester era órfã, nada podiam fazer em relação ao passado, mas podiam fazer algo em relação a presente e ao futuro: Ester sob o risco de perder a vida disse a Mordecai: “Irei ter com o rei, se perecer pereci.”

Na vida de tempos em tempos cada a individuo, a cada nação, chega o momento de decidir se viverá com medo para sempre ou se enfrentará a situação. Ester optou por enfrentar a situação e venceu.

Muitas pessoas tem agido assim, e não apenas na história bíblica, mas em todos os lugares. Fiquei muito impressionado ao conhecer a história de Flor de Lis, uma carioca que adotou 45 crianças, e vive com elas em Jacarepaguá, no Rio de Janeiro. Ela conta que tudo começou quando viu crianças abusadas, abandonadas e atemorizadas e disse consigo mesma eu preciso fazer alguma coisa…

Talvez você não venha a adotar quarenta e cinco crianças ou uma que seja, mas todos devermos responder a pergunta: O que eu preciso fazer agora para plantar sementes de mudança? Talvez não seja algo tão grande ou tão heróico, como Ester, Mordecai ou Flor de Lis, talvez seja algo pequeno como um grão de milho, mas produzirá grandes resultados.

Vi uma entrevista com o jogador Ronaldo, perguntado sobre a seleção brasileira ele disse: “Só quero ajudar…” A matéria terminou com as seguintes palavras: “Bendito é o país que tem um fenômeno disposto a ajudar”

Sabe, você é um fenômeno de Deus, a questão é se você está disposto a ajudar? A tradição do Purim diz que Deus usa máscaras, talvez, mas uma coisa é certa Deus usa pessoas e quer usar você.  

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6 comentários para “Parte II - As Sete leis da Semeadura”

  1. Simone disse:

    Pastor,

    “ E dizia-lhes: na verdade, a seara é grande, mas os trabalhadores são poucos…” Mt 9.37

    Jesus é o nosso modelo. Ele dizia que sua comida era fazer a vontade de seu pai.
    Ele foi obediente à sua missão. Jesus foi dedicado à sua visão e perseverante em sua missão: resgatar o homem das garras do diabo,Ele sacrificou-se em prol da sua missão. Ele investiu todos os seus recursos, ele investiu sua própria vida. Ele morreu para cumprir sua missão.
    Hoje há muito trabalho para ser feito. Uma grande multidão para ser conquistada em todo o mundo.
    O que estamos fazendo, como cristão, como servo de Deus e discípulo de Jesus Cristo?
    Sendo nós obedientes, o que temos que fazer… o que a igreja deve fazer…
    Como ouvirão se não há quem pregue…? Quem está pregando na Turquia, na Mauritânia, no Marrocos, na Coréia do Norte? Certamente há escolhidos por Deus dispostos a dar tudo de si, para que o mundo conheça a Salvação em Jesus. Mas como irão se não há quem sustente???

  2. rita disse:

    Rita16/11/2009 Gostei muito da mensagem Deus sempre esta disposto a nos ajudar.

  3. leandro disse:

    Boa tarde Rita,
    Graça de Jesus sobre você!
    Obrigado por sua mensagem fico feliz em saber que de algum modo texto deste blog colaborou com sua vida.
    Bênçãos,
    Leandro

  4. Luis Arthur disse:

    Caro Leandro,

    Agradeço a Deus por encontrar seu texto em minha pesquisa para uma preleção na casa que frequento,da doutrina espírita, que entende que o cristão é um só,uma só semente,que como voce colocou se multiplica muito mais do que podemos esperar.Seguir a Jesus se torna uma semeadura leve e delicada, e estamos todos no mesmo caminho,que nos leva a grande colheita de Deus.

    Um forte abraço,

    Luis Arthur

  5. leandro disse:

    Paz e Saúde Luis Arthur!
    Obrigado por sua mensagem…uma das coisas que me encanta sobre o Evangelho é que Jesus não pode ser patrimônio de ninguém, nem desse grupo, ou daquele, não se pode domesticar o Leão de Judá…
    Como disse o profeta Isaias nós o encontramos quando o buscamos de todo nosso coração, penso que é a responsabilidade de cada geração buscá-lo até que finalmente extrapole os limites da religião e livre, finalmente livre desfrute não mais de religião, mas de relacionamento…
    Abraço,
    Leandro Tarrataca

  6. alcione silva santos disse:

    mem.

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