A placa no aeroporto de Chiang Mai na Tailândia chamou minha atenção:
“Cuidado! A importação de itens falsificados é considerada crime em vários países europeus.” Fiquei imaginando pessoas descartando seus “Ray Bans” de R$10,00, camisas Lacoste de R$15,00, bolsas Louis Vuitton de R$17,00. Nada!
Algumas possibilidades:
1. Ninguém carregava itens falsificados. A placa era desnecessária.
2. Ninguém que carregava itens falsificados ia para país europeu.
3. Ninguém estava nem aí para a placa.
Tenho uma opinião, mas prefiro me reservar ao direito de ficar calado…
A Bíblia também tem vários avisos importantes, falsificação da espiritualidade ou, na linguagem apostólica, “piedade” é reprovável; é, por assim dizer, criminosa, “afaste-se deles!”, diz Paulo. Jesus vociferou contra os religiosos falsificados, disse que eram sepulcros pintados por fora, mas que traziam em seu interior “corpos fétidos em decomposição”.
O que é espiritualidade autêntica? A resposta não é encontrada em compêndios teológicos, em verbetes de dicionários lexicográficos, a resposta não é uma coisa, a resposta é uma Pessoa: Jesus Cristo. Quer saber o que é espiritualidade autêntica? Olhe para Jesus. Veja como Ele tratava as pessoas à sua volta, como se relacionava com o meio em que estava inserido, era um influenciador e não um influenciável. No monte da transfiguração até suas vestes brilharam, era um transformador!
Se quisermos viver uma espiritualidade autêntica Jesus é nosso modelo máximo, Ele é a definição e a expressão na realidade objetiva do que é ser espiritual.
Já pensou no que aconteceria se na porta de nossas igrejas colocássemos uma placa com os dizeres: “Cuidado! A falsificação da espiritualidade é considerada crime nesta igreja”.
Três possibilidades:
1. Ninguém falsifica espiritualidade, placa desnecessária.
2. Ninguém que falsifique a espiritualidade freqüenta igreja.
3. Ninguém está nem aí com a placa.
Tenho uma opinião, mas prefiro me reservar ao direito de ficar calado…
Leandro Tarrataca